Memória do automobilismo de Chapecó ganha exposição especial
19/08/2026
A mostra “Entre a Memória e o Sonho: História da Velocidade em Chapecó” reúne fotografias, documentos, troféus e objetos de mais de seis décadas de pistas na cidade — incluindo o título brasileiro de kart conquistado por Ayrton Senna no kartódromo local, em 1980.
Chapecó ganhou uma exposição dedicada à história do automobilismo local. A mostra “Entre a Memória e o Sonho: História da Velocidade em Chapecó” foi aberta na noite de terça-feira (18), às 19h, na Galeria Municipal de Arte Neocy Fin, dentro do Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, e reúne fotografias, documentos, troféus e objetos que atravessam mais de seis décadas das pistas da cidade.
O acervo percorre as diferentes fases da modalidade no município: as primeiras corridas dos anos 1960, a criação do Automóvel Clube Chapecó, os antigos autódromos de terra e a trajetória do Júnior Kart Clube de Chapecó, até chegar aos projetos atuais do Kartódromo Internacional e do Autódromo Internacional de Chapecó.
Um dos capítulos de destaque é a passagem de Ayrton Senna pela cidade. Foi no kartódromo chapecoense que o piloto conquistou, em 15 de janeiro de 1980, aos 19 anos, o Campeonato Brasileiro de Kart — correndo com o kart número 16 e recebendo o troféu das mãos do então prefeito Milton Sander, cena preservada em fotografia histórica. O acervo também guarda uma ficha do Júnior Kart Clube de Chapecó assinada por Senna, oito anos antes do seu primeiro título mundial de Fórmula 1.
A ligação da cidade com a Fórmula 1 aparece ainda em outro momento da mostra: o patrocínio da Chapecó Alimentos ao piloto Christian Fittipaldi, que levou o nome do município à principal categoria do automobilismo mundial.
A abertura reuniu autoridades, pilotos e dirigentes, e homenageou oito personalidades ligadas a diferentes fases do esporte a motor na cidade — entre elas Plínio David de Nes Filho, campeão brasileiro de Marcas em 1966 e primeiro piloto chapecoense a competir em pista asfaltada, além de Valdir Moratelli, Eduardo Moratelli, André Moratelli, Felipe Tozzo e Hian José Pereira.
A exposição fica cerca de um mês em cartaz, com visitação aberta ao público no Centro da cidade.
